As igrejas preferidas para casamento em Curitiba
Você só vai descobrir que a igreja do seu casamento em Curitiba não deixa acender sparkles na saída se perguntar. E essa não é a única regra que muda de uma paróquia para outra.
Se é a sua primeira vez aqui, muito prazer. Eu sou o Leo Izar, e depois de mais de 15 anos fotografando casamentos em Curitiba, aprendi que cada igreja tem uma história, um tamanho e umas regrinhas próprias que mudam bastante o jeito como o dia acontece.
Já fotografei em muitas igrejas da cidade, mas estas cinco são as que mais aparecem nos pedidos dos casais. Aqui eu conto um pouco de cada uma, com o que vale saber antes de reservar a data.
Igreja do Cabral
A igreja do Senhor Bom Jesus do Cabral começou como uma capelinha de família, de quatro por cinco metros. Em 1912 ela passou para os padres passionistas, vindos da Itália, e a igreja que a gente conhece hoje abriu as portas em 1918. Décadas depois, a nave única virou três, e ela ganhou a segunda torre. O altar-mor é de madeira entalhada, feito por uma empresa italiana.
Os casamentos costumam ser aos sábados, às 18h e às 19h30, e o agendamento é feito na secretaria da paróquia. Os horários podem mudar, então vale confirmar direto com eles.
Foi lá que fotografamos a cerimônia de Anna e Edson e também a de Ana Paula e Jackson.


São Vicente de Paulo
A São Vicente fica no alto, no setor histórico, e dá para ver de longe. Foi construída entre 1930 e 1932, num projeto do arquiteto polonês Evard Claasen, e os sinos foram comprados pela colônia polonesa de Curitiba. Por dentro, as pinturas são dos irmãos Anacleto e Carlo Garbaccio. Guarda esse nome, porque ele vai aparecer de novo.

É uma igreja de tamanho acolhedor, com 200 lugares sentados. A paróquia pede que a papelada do casamento comece com seis meses de antecedência e deixa os noivos levarem o próprio padre. Vale confirmar tudo isso na secretaria antes de fechar a data.
Foi lá que começou o dia de Aline e Cláudio, no post Clima de carnaval, animação e muito amor!
Santa Teresinha
A Santa Teresinha fica no Batel. Dom Jerônimo Mazzarotto, o mesmo que fundou a PUCPR, idealizou a igreja depois de uma graça alcançada pela santa. As obras começaram em 1937, e a torre e a capela-mor foram inauguradas em 1939, num projeto do arquiteto genovês Carlo Barontini. O estilo é renascentista, e as pinturas são do artista alemão Paulo Köll.
É uma das igrejas mais procuradas para casamento na cidade. Um detalhe que vale saber cedo: nos casamentos que fotografei ali, arroz e sparkles na saída não eram permitidos. Se vocês sonham com essa cena, converse com a secretaria antes de planejar.
Foi ali que Amanda e Bruno disseram sim.
Capela Nossa Senhora da Glória
Essa é a menor da lista, e talvez por isso seja tão procurada para miniweddings. A capela foi benta em 1896, idealizada pelo desembargador Agostinho Ermelino de Leão, e foi a sexta igreja católica de Curitiba. Foi ela que deu nome ao bairro Alto da Glória.
Num casamento pequeno, cada convidado está perto o bastante para aparecer nas fotos sem esforço. Ninguém fica no fundo.

Catedral de Curitiba
A Catedral teve a obra mais longa da lista. Ela foi planejada para durar três anos e levou dezessete, de 1876 a 1893, porque o dinheiro acabava e a construção parava. O projeto é do arquiteto francês Alphonse Des Plas, em estilo neogótico. Os vitrais coloridos chegaram entre 1930 e 1952, e na mesma época as paredes foram pintadas pelos irmãos Garbaccio, os mesmos da São Vicente. Duas das igrejas mais pedidas de Curitiba têm a mão da mesma família.
Na Catedral, os casamentos acontecem nas sextas às 19h30 e nos sábados às 18h. A data é reservada por e-mail com pelo menos três meses de antecedência e confirmada com o pagamento de metade da taxa. Os pais não podem ser as testemunhas. Como sempre, vale confirmar os detalhes com a secretaria.
Sparkles na saída da igreja
Nas igrejas em que fotografei, tirando a Santa Teresinha, os sparkles costumam ser permitidos na saída. É uma das cenas mais bonitas de fotografar: a porta abre, o corredor de luz se acende e, por alguns segundos, todo mundo olha para vocês ao mesmo tempo.
Mesmo assim, cada paróquia tem a palavra final, e as regras mudam com o tempo. Antes de comprar os sparkles, pergunte na secretaria.

Como a gente se comporta dentro da igreja
Em Curitiba, todo fotógrafo que trabalha em casamento religioso precisa ter a credencial da Arquidiocese. Com ela, a gente pode até subir no altar quando a cena pede. O que não fazemos é usar flash durante a homilia ou cruzar o altar de um lado para o outro.
No fim, o bom senso fala mais alto que qualquer regra. A cerimônia é de vocês, do padre e das pessoas que estão ali, e o nosso trabalho é criar as imagens sendo vistos o mínimo possível.
Escolher a igreja é escolher a cena
O tamanho da igreja muda quem fica perto de vocês. A luz muda o clima das fotos. E a história dela vira parte da história que vocês vão contar um dia, olhando o álbum.
Se vocês estão escolhendo uma igreja em Curitiba, ou já escolheram e querem conversar sobre como ela fica nas fotos, me chama no WhatsApp ou no Instagram. E se quiser ver como a gente pensa um casamento do começo ao fim, dá uma olhada em Fotógrafo de casamento em Curitiba.
Leonardo Izar
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