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Quantas fotos você realmente precisa?

11 de out.
4 min de leitura

Imagina abrir a galeria do seu casamento e ter que passar por vinte fotos quase iguais do mesmo abraço até chegar na que importa. Quantas fotos de casamento você realmente precisa? É uma das perguntas que mais escuto, e ela esconde outra, mais importante.


Se é a sua primeira vez aqui, muito prazer. Eu sou o Leo Izar, e fotografo casamentos em Curitiba há mais de 15 anos. Essa pergunta costuma aparecer quando a noiva começa a comparar fotógrafos, e ela é justa. Só que é a outra, a que fica escondida atrás do número, que eu quero responder aqui.


Quando alguém me pergunta o número, quase sempre está tentando medir uma coisa difícil de medir. Vai ter foto suficiente? Vai faltar alguém? Aquele momento com a minha mãe vai estar lá? O número parece uma garantia, e eu entendo por quê. Ele é a única coisa que dá para comparar numa tabela.


Mas imagina abrir a galeria daqui a dez anos. Você não vai contar as fotos. Você vai procurar pessoas.


O número de fotos de casamento conta pouco sobre o dia


Uma galeria pode ser enorme e, no fim, contar pouca coisa. Vinte fotos quase iguais do mesmo brinde, a mesma pose repetida com cada mesa, o bolo de todos os ângulos possíveis. Tudo bonito, tudo nítido, e a avó que passou a festa inteira olhando a pista com o queixo apoiado na mão não aparece em nenhuma.


Uma galeria cresce fácil, basta não escolher. O difícil é olhar para três fotos parecidas e decidir qual delas guarda o instante de verdade, aquela em que o pai desmancha um pouco antes de entregar a filha, meio segundo antes de se recompor.


Por isso, quando a gente seleciona um casamento, a pergunta que eu me faço é se cada pessoa que importava naquele dia está lá, do jeito que ela estava.


Leonardo Izar fotografando um casal de noivos no terraço, em preto e branco

O que faz uma galeria contar o dia inteiro


Pensa no seu casamento como uma sequência de lugares acontecendo ao mesmo tempo. Enquanto você termina a maquiagem, seu noivo está do outro lado da cidade tentando dar o nó na gravata com a ajuda de um amigo que também não sabe. Enquanto vocês trocam as alianças, uma tia chora escondida atrás do leque. Enquanto vocês dançam, uma criança dorme em cima de duas cadeiras juntas.


Nenhuma dessas cenas aparece numa lista de fotos obrigatórias, e são elas que fazem a galeria parecer o dia de vocês.


É por isso que eu trabalho sempre com pelo menos dois fotógrafos. A segunda pessoa está ali para olhar o lugar onde você não está.


Fotógrafo de casamento de costas enquanto os noivos se abraçam no terraço em Curitiba

Uma galeria que conta o dia tem começo, meio e fim. Tem os detalhes que vocês escolheram com cuidado durante meses e tem o guardanapo amassado na mesa às três da manhã. Tem as fotos que você esperava (a entrada, o beijo, a família reunida) e tem aquelas que você não sabia que existiam. Sabe aquela foto que faz você parar e pensar "eu nem vi isso acontecer"? É ela que me interessa.


Então, quantas fotos você vai receber?


Eu costumo pensar em cada casamento como um livro. O meu trabalho é contar a história daquele dia, e algumas histórias são mais curtas, outras mais longas.


Uma cerimônia íntima à tarde, com quarenta convidados, vira um livro curto: a mãe ajeitando o véu no quarto, a entrada, o almoço que se estende na varanda até a luz baixar. Uma festa que começa às oito da noite e termina com o sol nascendo vira um livro longo, com capítulos que o primeiro nem chegou a ter, como a pista cheia às duas da manhã, os amigos sem gravata e o último abraço na saída. O número de páginas muda bastante de um para o outro, mas os dois começam, se desenvolvem e terminam, e ninguém fecha nenhum deles sentindo que faltou um pedaço.


Leonardo Izar fotografando a festa de casamento com rastros de luz vermelha

Por isso eu prefiro que o número seja a última coisa que você olhe. Antes dele, peça para ver uma galeria completa, do começo ao fim, além das melhores fotos do portfólio. Repara se você consegue sentir o dia passando, se dá para saber quem eram as pessoas importantes para aquele casal sem que ninguém te conte.


O tempo que a seleção leva


Depois que a festa acaba, tem uma parte do trabalho que vocês não veem. Cada foto passa por seleção e tratamento, uma a uma, e é nesse momento que a galeria ganha forma. Tirar uma foto repetida pode parecer pouco, mas é o que deixa a melhor aparecer.


Todas as fotos seguem o mesmo padrão de edição, da primeira à última. A luz fria do quarto de manhã e a pista colorida de madrugada recebem o mesmo olhar, as mesmas cores naturais, a mesma pele que parece pele. É isso que faz a galeria ser lida de uma vez, como uma história só, sem a sensação de que alguém mudou o jeito de contar no meio do caminho.


Vocês recebem tudo numa galeria online em até 45 dias, e aí veem o próprio casamento com uma calma que o dia não deixou ter.


Depois de tantos casamentos fotografados em Curitiba, se eu tivesse que responder de uma vez quantas fotos você realmente precisa, diria que são as suficientes para contar o dia inteiro, do primeiro capítulo ao último, sem nenhuma ali só para fazer volume.


Se quiser conversar sobre o seu, me chama no WhatsApp ou no Instagram. E se quiser ver como a gente pensa um casamento do começo ao fim, dá uma olhada em Fotógrafo de casamento em Curitiba e na história de Barbara e Fabiano.


Leonardo Izar


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